segunda-feira, 14 de julho de 2014

"O modelo os modelos"

A busca pela pratica, pautada em um aluno real e não em modelos, é o objetivo do trabalho na SRM, assim como o Sr Palomar, o AEE busca construir um caminho, no qual, a partir do conhecimento de um aluno real, possa-se construir um trabalho, visando seu potencial e  suas habilidades. A concepção de aluno ideal, que se encaixe em formas pré moldadas de acordo com uma regra existente, passam a ser repensadas e mudadas. Em uma pratica que busca  a construção de caminhos de intervenção de acordo com a singularidade de cada aluno, o AEE busca construir esse caminho , com um trabalho real e não com modelos prontos. A construção de um plano que contemple as singularidades de cada aluno, avaliando sua história em todos os setores, é uma proposta mais real e pretende oferecer maiores possibilidades de intervenção e acertos. O trabalho em sala de Recurso, (AEE), assim como o seu Palomar, passa por transformações. Não é possível trabalhar com idéias fechadas em modelos ideais, ignorando o que cada um traz de real, suas habilidades e potencialidades, mesmo que, diferente da regra geral estabelecida.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Uso da Comunicação Alternativa Aumentativa com TEA


O termo Comunicação Alternativa é  usado para definir diferentes formas de comunicação como o uso de gestos, as expressões faciais, o uso de pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos, até o uso de sistemas sofisticados de computador com voz sintetizada. Quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação, denomina-se Comunicação Alternativa, e quando o indivíduo apresenta alguma forma de comunicação, mas não o suficiente para trocas sociais, é considerada Comunicação Ampliada (Tetzchner e Martinsen, 2000).
As pessoas com deficiência enfrentam, na interação, ao participar de práticas culturais, algumas barreiras. Essas barreiras podem ser superadas ou parcialmente compensadas a partir do uso de tecnologias como computador e tecnologia assistiva. Valente (2008) considera que muitas barreiras entre a pessoa e o mundo são minimizadas com o uso da tecnologia.
A escolha de um sistema de Comunicação Alternativa deve ter como base atender às necessidades do utilizador, verificando-se inicialmente se essa forma comunicativa deve ser com ou sem ajuda. Pode-se optar por um só sistema ou pela utilização mista. Nesse caso, deve ser escolhido um sistema base (Johnson et al., 1998). Em contrapartida Bez (2014) considera que a escolha de um sistema de comunicação alternativa para sujeitos com déficits de comunicação e cognição, deve ir além das necessidades do usuário, levando-se em conta também os diversos contextos sociais e os sujeitos em interação com outras pessoas.
Yokoyama, Naoi, & Yamamoto (2006) apresentam um estudo de caso por meio do qual introduzem PECS em três crianças com autismo com desordens na comunicação aumentativa e alternativa. Os resultados sugerem que o treinamento com PECS produziu uma troca comportamental positiva e um acréscimo na vocalização inteligível.


 Atividade:
Conhecendo e andando pelos espaços da escola e encontrando o irmão
Aluno com TEA, 10 anos
Espaços da escola e sala de recurso
Fotos:Em vários locais da escola, para reconhecimento dos espaços da escola e adequar comportamento.
Foram tiradas fotos junto com o aluno nos espaços da escola, para que ele reconheça e se locomova com autonomia por esses espaços e para antecipar em sala as saídas com o grupo sala, acredito que suas fotos nos espaços sejam ideais para o inicio de trabalho da CAA.
Tiramos foto dele na porta do banheiro, essa foto do banheiro tem por objetivo que ele aprenda a usar a foto como fonte de comunicação funcional e  mostre quando quiser usar o banheiro, atualmente ele põe a mão sobre os órgãos genitais e a estagiária antecipa perguntando para ele se ele quer ir ao banheiro.
 Outras imagens(com fotos suas) são para serem trabalhadas na rotina, na antecipação e organização da rotina,em sala com a professora e a estagiaria como mediadora no grupo.
A foto em que ele está abraçando o irmão é para trabalharmos seu comportamento com o irmão, ele quando encontra o irmão bate no irmão, pretendemos com a foto antecipar a chegada do irmão e mostra qual o comportamento que ele pode ter.




domingo, 20 de abril de 2014

Surdocegueira e deficiência Múltipla

Conceitos sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla


A surdocegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes
Surdocego total: ausência total de visão e audição.
Surdocego com surdez profunda associada com resíduo visual
Surdocego com surdez moderada associada com resíduo visual
Surdocego com surdez moderada ou leve com cegueira
Surdocego com perdas leves, tanto auditivas quanto visuais

Surdocegueira congênita: quando a criança nasce Surdocega ou adquire a surdocegueira nos primeiros anos de vida antes da aquisição de uma língua (português ou Libras – Língua Brasileira de Sinais
Surdocegueira adquirida: quando a pessoa ficou surdocega após a aquisição de uma língua, seja oral ou sinalizada.

No Brasil a deficiência múltipla é considerada como uma associação de duas deficiências ou mais. Na América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania a Deficiência Múltipla só é considerada se há nas associações das Deficiências a Deficiência Intelectual.
Como pode ocorrer a Deficiência Múltipla no Brasil:
Física e Psíquica : DF+DI ou DF +TGD
 Sensorial e Psíquica: DA/Surdez+DI;  DV+DI; DA/Surdez +TGD; DV+TGD
Sensorial e Física: DA/Surdez+DF :DA/Surdez +PC;DV+DF;DV+PC
Física, Psíquica e Sensorial: DF+DV+DI;DF+DA/Surdez+DI;DV+PC+DI
A pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surdocega não recebe as informações sobre o que está sua volta de maneira fidedigna, ela precisa da mediação de comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca.
Seu conhecimento do mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como: tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular.
Na deficiência Múltipla não garantimos que todas as informações muitas vezes chegam para a pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão e ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida.

Comunicação

Para as pessoas com surdocegueira e/ou com deficiência múltipla dividimos a comunicação em Receptiva e Expressiva, para favorecer a eficiência da transmissão e interpretação.
A comunicação receptiva ocorre quando alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma (escrita, fala, Libras e etc). A informação pode ser recebida por meio de uma pessoa, radio ou TV, objetos, figuras, ou por uma variedade de outras fontes e formas. No entanto, comunicação receptiva requer que a pessoa que está recebendo a informação forme uma interpretação que seja equivalente com a mensagem de quem enviou tentou passar.
A comunicação expressiva requer que um comunicador (pessoa que comunica) passe a informação para outra pessoa. Comunicação expressiva pode ser realizada por meio do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala, escrita, figuras, e muitas outras variações.


A interação Social e a Comunicação

“A comunicação implica em interação, e mais, a comunicação é definida como uma forma de interação em que o significado é transmitido por meio do uso de sinais, que são percebidos e interpretados por um dos pares.”
 Dado que a  interação é o “veículo da comunicação”, é obvio que, para um contato  ser mantido e para que haja uma interação harmoniosa, é indispensável que se estabeleça uma comunicação de alta qualidade.
v    Sua comunicação inicial é pelo movimento corporal e vocalizações.
v    Precisam aprender por rotinas organizadas.
v    A caixa de antecipação* será sua primeira estratégia de comunicação.

Caixa de antecipação
ü    qualquer objeto que permita guardar os objetos de referências de pessoas, ações, locais que começam a ter significado para a criança.

Objetos de Referência
ü    São objetos que têm significados especiais associados a eles, pois servem para comunicar sobre diversas situações.
ü    Eles tem a função de substituir a palavra, assim podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos.
ü    Possibilitam um distanciamento espacial ex: um outro ambiente e ou distanciamento temporal:ex: passado ou futuro (função antecipação).

O que os objetos de referência podem representar
ü    Atividades, Horários,  Qualificadores, Lugares, Pessoas
Porque usar Objetos de Referência
ü    Para ajudar a lembrar de coisas e pessoas (reconhecimento e identificação).
ü    Entender melhor as coisas, saber seus significados para que serve, onde está, quem é a pessoa.
ü    Comunicar-se com outras pessoas, quando já identifica e antecipa , demonstrando suas vontades, seu interesse e sentimentos.
ü     Usando os objetos de referência, experiências podem ser registradas em calendários e em livros de conversação. Os objetos de referência oferecem algo tangível – um meio concreto de se falar sobre experiências e eventos.
ü    Registrar os eventos dá à criança a oportunidade, por exemplo, de esperar por um evento agradável.
 A criança pode também expressar desejos com relação ao futuro, assim como ser capaz de olhar para trás para eventos do passado. É dado então à criança com surdocegueira e ou para criança com deficiência múltipla oportunidade para tornar-se uma pessoa com presente, passado e futuro.

Desnaturalização do objeto
Sair do concreto (objeto tangível) para a figuras ou a escritas (bi-dimensão).
Iniciamos esse processo quando percebemos que a pessoa já reconhece(antecipa) a função.


Do sinal para o símbolo

Os objetos de referência podem se desenvolver em símbolos verdadeiros se vierem a funcionar crescentemente em situações diferentes (descontextualização)
PISTAS
Todas as crianças começam logo cedo a prestar atenção nas pessoas, lugares e o que ocorre a sua volta com combinações de várias pistas.
 Crianças com surdocegueira e ou com deficiência múltipla, também no seu dia a dia recebem várias pistas, o que passam a antecipar, lugar, pessoas e ambientes.
É importante uso destas pistas para pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla que apresentam comunicação básica.

Conclusão
A diferença entre as duas deficiências  é que na surdocegueira a privação se faz pela ausência dos canais sensoriais importantes para o recebimento de informações, o que ocasiona varias necessidades especificas. Na deficiência múltipla, existe o canal sensorial, mas o conjunto de deficiências  pode alterar a comunicação e a compreensão dos fatos, levando-o  a  ignorar as informações passadas pelo meio.
Como ambas englobam uma série de necessidades especiais que se assemelham, observamos que para se trabalhar a comunicação e a linguagem são basicamente  as mesmas estratégias, nas referencias para a metodologia de trabalho, nos objetos usados para implementação de conceitos, passando pelas mesmas etapas nas duas deficiências, usamos dos mesmos meios para sistematizar  o trabalho.


Considera-se uma criança com múltipla deficiência sensorial aquela que apresenta deficiência visual e auditiva associadas a outras condições de comportamento e comprometimentos, sejam eles na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de aprendizagem. Quase sempre, os canais de visão e audição não são os únicos afetados, mas também outros sistemas, como os sistemas tátil (toque), vestibular (equilíbrio), proprioceptivo (posição corporal), olfativo (aromas e odores) ou gustativo (sabor). Limitações em uma dessas áreas podem ter um efeito singular no funcionamento, aprendizagem e desenvolvimento da criança (Perreault, 2002).
     Crianças que apresentam graves comprometimentos múltiplos e condições médicas frágeis:
     1. apresentam mais dificuldades no entendimento das rotinas diárias, gestos ou outras habilidades de comunicação;
     2. demonstram dificuldades acentuadas no reconhecimento das pessoas significativas no seu ambiente;
     3. realizam movimentos corporais sem propósito;
     4. apresentam resposta mínima a barulho, movimento, toque, odores e/ou outros estímulos.
     Muitas dessas crianças têm dificuldade na obtenção e manutenção do estado de alerta. Isso é crítico porque a prontidão é o estado comportamental em que as crianças estão mais receptivas à estimulação, aprendem melhor e são capazes de responder de uma maneira socialmente aceita. Crianças com múltipla deficiência sensorial têm uma variedade de necessidades especiais que se assemelham às necessidades da criança surdocega. (saberes e pratica da inclusão-2006).



Bibliografia
MEC- Educação Infantil – 5. Saberes e práticas da inclusão-2006
Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla



segunda-feira, 31 de março de 2014

http://desculpenaoouvi.laklobato.com/

Vejam esse blog que encontrei é de uma PS com implante coclear, muito interessante
 " Sons (des)necessários Escrito por Lak Lobato em 26/02/2014
 Ouvir por 10 anos e mergulhar em mais de 20 anos de silêncio. Tempo esse que o mundo se encheu de tecnologias, que automatizou quase tudo. Redescobrir o mundo sonoro, 20 anos depois, trouxe milhares de reencontros auditivos, mas também trouxe milhões de novidades. Sons que a minha cabeça jamais imaginaria, pois não existe nenhuma pista visual de que eles estão lá. Tal qual uma criança, em muitos momentos me vi perguntando “mas tem certeza que isso faz barulho?”. Em outras situações, perguntei se o barulho era realmente necessário. E pode até não ser, mas está lá… Vai-se a fase do deslumbramento e vem a fase do conformismo “Tudo bem, se tem que fazer essa barulheira toda, tem, né? Fazer o que?”. Um som que eu realmente acho desnecessário (para mim, que passei 2/3 da vida deduzindo as coisas) é o blablablá infinito das máquinas de entrada dos estacionamentos, aquelas que fornecem os tickets na entrada. E que falam para você aproximar seu cartão ou retirar o ticket, sabe? Algumas falam tanto, que eu tenho vontade de conversar com elas também, perguntar se vão bem, como está a família, só para ver se elas mudam um pouco de assunto. Mas, claro, elas não iriam me responder, são máquinas sem sentimentos. Pelo menos, é o que eu acho…. Outro dia, a máquina do Shopping Iguatemi JK fez um versinho “Aperte o botão ou insira seu cartão.” Falei pro Edu: “Viu que graça? Ela fez até versinho…” Ele não tinha prestado atenção conscientemente, mas tinha reparado. E disse: “Verdade, fez mesmo! Tá vendo? Algumas tem até sentimentos, nem todas são insensíveis como você sempre reclama!”
 beijinhos sonoros,
 Lak"
– por Lak Lobato

Leia o texto original em:
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/

Sempre atribua a autoria - Vedado uso comercial - Proibido obras derivadas.

terça-feira, 11 de março de 2014

Educaçao Especial de pessoas com surdez

As concepções que envolvem a educação da pessoa com surdez, esteve baseada durante um longo tempo em um embate que priorizava os gestualistas e os oralistas, responsabilizando o sucesso ou fracasso escolar independente de outras práticas educacionais. Com a política de Educação Especial na perspectiva inclusiva existe a possibilidade de se alterar o enfoque dado a educação da pessoa com surdez que prevaleceu durante mais de dois séculos. O embate entre gestualista e oralista, desviava a atenção das necessidades reais da educação, responsabilizando o fracasso escolar desses alunos pela opção de uma pratica apoiada em uma dessas duas concepções. Na concepção da política inclusiva as pessoas não estão divididas entre pessoas com ou sem deficiências, existe um ser humano além da deficiência. A pessoa com surdez não é um deficiente, mas apresenta uma perda sensorial que o limita nesta função perceptiva, mas que não o impede de aprender e participar das interações presentes na escola e na sociedade. Com capacidade para fazer uso dos outros processos perceptuais, como ser de consciência, pensamento e linguagem. É necessário rever as concepções oralistas e gestualistas, quando acabam direcionando a atenção dos profissionais das escola, somente no ensino da língua, responsabilizando os problemas de aprendizagem a partir dessa questão. Pensar a prática pedagógica para o desenvolvimento das potencialidades das pessoas com surdez, é acreditar no ser humano que existe além da deficiência. Um ser humano capaz de construir seu saber, ressignificando-o para um local de ser consciente. A tendência bilíngue, desvela um novo caminho, quando ressignifica a pessoa com surdez, tirando-a do espaço demarcado em que foi colocado, possibilitando que a partir da adoção da Libras e da Língua Portuguesa ele receba uma educação e formação que o possibilite de exercer plenamente suas habilidades linguísticas:

 “em suas variantes de uso padrão, ensinadas no âmbito escolar, devem ser tomadas em seus componentes histórico-cultural, textual, interacional e pragmático, além de seus aspectos formais, envolvendo a fonologia, morfologia, sintaxe, léxico e semântica.”

 “O Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, determina o, que determina o Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. “

 A implementação do AEE PS: estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem. As diferenças desses alunos serão respeitadas, considerando a obrigatoriedade dos dispositivos legais, que determinam o direito de uma educação bilíngue, em que Libras e Língua Portuguesa escrita constituam línguas de instrução no desenvolvimento de todo o processo educativo, o plano de AEE envolvendo três momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras; Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa escrita; e o atendimento educacional especializado para o ensino de Libras. Este plano de AEE PS deve respeitar o ambiente comunicacional das duas línguas e a participação ativa e interativa dos alunos com surdez, assegurando uma aprendizagem efetiva. A educação da pessoa com surdez,passou por varias concepções que não respeitavam o indivíduo como ser pensando e capacitado para desenvolver e construir sua historia. Hoje com a política inclusiva, existe a tentativa de garantir uma aprendizagem significativa e uma ressignificaçao do espaço ocupado pela pessoa surda. O foco é dado ao ser humano que não pode ser visto pela deficiência que tem, mas pelas competências e habilidades que possui e que podem ser desenvolvidas.

 Referencias

 DAMÁZIO, M.F.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V. 5, 2010. p. 46-47.